Da religião em Marx e Durkheim: reflexões sobre economia, cultura e autonomia na modernidade dos clássicos

  • Mayra Resende Costa Almeida

Resumo

Este ensaio busca lançar algumas reflexões acerca do conceito de religião presente nas teorias de Karl Marx e de Émile Durkheim, visando observar a problematização dos autores sobre a religião, sua relação na dicotomia economia/cultura e, ainda, sua relação com a formação da autonomia dos sujeitos. Na até então considerada dicotomia economia/cultura, a religião em Marx tomava lugar juntamente às formulações ideológicas resultantes de um sistema de exploração, que reproduziam e justificavam tal sistema, além de indicar em si uma forma de alienação. Durkheim, em contrapartida, toma a religião como espaço primeiro de produção do sagrado, que possibilita a vida em sociedade, ao estabelecer normas e conteúdos morais fundamentais para a socialização dos indivíduos. Para a análise da teoria de Marx (contemplando também as contribuições de Engels) são usados, principalmente, os textos A ideologia alemã e A questão judaica, buscando refletir sobre a construção da antítese espírito/matéria. Para Durkheim, são utilizados As formas elementares da vida religiosa e Ética e sociologia da moral, visando refletir acerca da antítese sagrado/profano, bem como sobre a construção do “sagrado social”, derivada primariamente da religião.
Publicado
Ago 9, 2012
Como Citar
ALMEIDA, Mayra Resende Costa. Da religi em Marx e Durkheim: reflexs sobre economia, cultura e autonomia na modernidade dos clsicos. Revista Senso Comum, [S.l.], n. 2, ago. 2012. ISSN 19824165. Disponível em: <http://sensocomum.xanta.org/index.php/revista/article/view/20>. Acesso em: 21 set. 2017.
Edição
Seção
Dossiê Temático

Palavras-chave

Religião, dicotomia economia/cultura, teoria sociológica clássica.