Linguagem, sexualidades, norma e hierarquia

  • Mrio Matins Neves Jnior

Resumo

Este artigo estabelece um diálogo sobre as conexões teóricas estabelecidas entre a linguagem performativa, proposta por Austin (1976), a sexualidade e seus desdobramentos, tais como norma e hierarquia. Foi a partir da nova ordem sexual imposta pela Modernidade que as sexualidades foram inventadas, enclausuradas, cerceadas, reprimidas e proibidas. Como nos apresenta Rubin (1989), a Modernidade foi responsável pela invenção do sexo bom e do sexo mau. Isso significa dizer que o período Moderno postulou normas e condutas sobre como a sociedade deveria agir sexualmente. É neste momento que a teoria dos atos de fala performativos entra em cena para explicar como as normas eram e ainda são operadas na sociedade por meio da linguagem. Isso porque ao dizermos algo estamos sempre alterando a realidade do mundo e por isso produzindo um mundo novo. De forma geral, a norma sexual funciona como um ato de fala impositivo que direciona, limita e oprime o desejo dos interlocutores e ainda produz, em larga escala, um sentimento de heteronormatividade. Com isso, este trabalho pretende mostrar como os nossos atos de fala comuns operam e direcionam a nossa sexualidade e como podemos construir e reinventar outra norma que seja menos opressiva, mais cordial, subversiva, dinâmica e democrática.
Como Citar
J?NIOR, Mrio Matins Neves. Linguagem, sexualidades, norma e hierarquia. Revista Senso Comum, [S.l.], n. 2, ago. 2012. ISSN 19824165. Disponível em: <http://sensocomum.xanta.org/index.php/revista/article/view/21>. Acesso em: 21 set. 2017.
Edição
Seção
Dossi Livre

Palavras-chave

Linguagem performativa, sexualidade, heteronormatividade, hierarquia.